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Edição 002/18 Poesia

“Errante” e “Duradita” poemas de Ivanildo Pessôa

Ver-O-Poema 12/02/2018
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E R R A N T E

Eu sou.
Pássaro solto que já viu gaiola,
ainda canta mas canta
assustado.

Eu sou.
Rio corredeiro que perdeu
a força, ainda corre mas
foi represado.

Eu sou.
Tronco bem forte que cortaram
a copa, ainda é madeira mas já
foi serrado.

Eu sou.
Folha caída que soltou do
galho, quem leva é brisa
para qualquer lado.

Eu sou.
Vento errante que perdeu
o norte, soprando a toa e do
jeito errado.

Eu sou.
Um guinador que china de tarde,
cai lá do alto porque foi
cortado.

D U R A D I T A

Eis que se prenuncia um novo
astro rei.
Um sete-estrelas, um ver de
oliva, um eu serei.

Eis que se pronuncia um arauto da
lei.
Um soberano, um ser tirano, um
eu farei.

Eis que alguns aplaudem esses
novos velhos planos.
Pau de arara, fuzil e bala, mesmos
enganos.

Ivanildo Pessôa

Ivanildo Pessôa

1 Comentários

  1. Ana Guimarães 13/02/2018

    Gostei demais do seu poema Errante, parabéns!

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